sexta-feira, 26 de setembro de 2008

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Teria o Cardeal Ottaviani aceitado a missa nova?

Um bom artigo do blog:Pacientes na tribulação


Alguns desesperados defensores da missa nova têm utilizado o argumento de que o cardeal Ottaviani teria se retratado de sua carta escrita ao papa Paulo VI que apontava os erros da missa nova. Foi isso o que escreveu o Alessandro Lima, na data de hoje, no site do Falsistatis. O mesmo argumento já havia sido apresentado pelo bispo Dom Rifan, aquele que traiu a obra de Dom Castro Mayer.
Segundo essa hipótese, o cardeal Ottaviani teria escrito uma carta a Dom Lafond, da ordem dos cavaleiros de Notre-Dame, dizendo que estava satisfeito com as correções feitas pelo papa Paulo VI na nova versão do novo Ordo Missae. Assim, depois da carta do cardeal, o papa teria eliminado os defeitos do novo ordo, e a sua nova versão seria plenamente aceitável.
Em primeiro lugar, devemos observar que foi a imprensa que publicou essa carta para dom Lafond. Alguns dias depois, um porta-voz do cardeal Ottaviani declarou à agência de notícias France-Presse que a carta era autêntica.
Aliado a isso, Jean Maridan, editor do jornal francês Itinéraires, levantou a possibilidade de que tal carta havia sido entregue para o cardeal por seu secretário, monsenhor Agustoni. O cardeal, com a vista já bastante debilitada, teria assinado inocentemente a carta. Pouco tempo depois, dom Agustoni deixou de ser secretário do cardeal para ocupar um outro cargo. Segundo a mesma fonte que eu estou citando, a Wikipédia, a transferência do secretário teria sido feita por mera “rotina”. Podemos até admitir que sim, mas a história é, no mínimo, muito estranha. Um outro site, lembra que o grupo de inimigos de Maridan era muito forte na época, e que poderia ter levado um bom número de testemunhas para dizer que o secretário não havia iludido o cardeal, e este mesmo poderia ter confirmado que sabia do conteúdo da carta e que o aprovara. Se isso tivesse acontecido, e era bem fácil para os defensores do novo Ordo fazê-lo, os argumentos de Maridan teriam sido totalmente desacreditados. Mas isso não aconteceu! Pelo contrário, como já foi dito, mons. Agostini deixou de ser secretário do cardeal Ottaviani pouco tempo depois da carta e foi feito, posteriormente, cardeal. No mínimo, é muito estranho esse fato.
Vejam bem a situação: uma alegada carta, assinada por um cardeal quase cego, levada ao mesmo por um secretário que logo depois o abandonou, publicada pela imprensa, confirmada apenas por um porta-voz, e não pelo cardeal em pessoa. Seria essa a grande retratação do cardeal Ottaviani? É com esses argumentos que nos querem convencer de que a missa nova não é intrinsecamente má? Não dá para acreditar.
Podemos ir mais longe e nos perguntar: será que a nova versão do novo Ordo Missae está livre das críticas apresentadas pelo cardeal Ottaviani? Ou seja, haveria razões para acreditarmos que o cardeal ficou satisfeito com a versão final?
A reposta é, decididamente, NÃO! As críticas do cardeal continuam válidas para a versão final da missa nova que foi aprovada e que se celebra hoje em dia. Citemos apenas alguns exemplos (citações foram tiradas do mesmo blog apontado pelo Alessando Lima):
O prefácio da Santíssima Trindade não foi re-incluído na versão final da missa nova;
A nova versão continua citando o trabalho do homem no ofertório, como se houvesse uma troca de dons entre o homem e Deus; o cardeal Ottaviani havia deixado bem clara a doutrina católica de que é apenas o Cristo que se oferece como sacrifício na Santa Missa;
As genuflexões que foram eliminadas; Disse o cardeal: Não mais do que três permanecem para o padre, e (com certas exceções) uma para os fiéis no momento da Consagração
As três toalhas no altar, reduzidas para uma;
A ação de Graças para a Eucaristia feita ajoelhada, agora substituída pela grotesca prática do padre e do povo sentando-se para fazer a ação de graças – um acompanhamento bastante lógico para o ato de receber a comunhão em pé.
Nas palavras do cardeal: Além disso, a aclamação memorial do povo que segue-se imediatamente à Consagração — “Vossa santa morte nós proclamamos, Ó Senhor… até a Vossa vinda” – introduz a mesma ambigüidade sobre a Presença Real sob a forma de um alusão ao Julgamento Final. Quase sem pausa, o povo proclama sua expectativa por Cristo no fim dos tempos no exato momento em que Ele está *substancialmente presente* no altar – como se a vinda real de Cristo fosse ocorrer somente no final dos tempos, ao invés de lá mesmo no próprio altar
Eu citei apenas alguns exemplos, mas haveria outros a citar, numa análise mais profunda. Os que foram apresentados já demonstram como a missa nova aprovada depois da carta do cardeal permanece com os erros denunciados da versão anterior à carta.
Todos esses problemas da missa nova, e muitos outros, denunciados pelo cardeal Ottaviani, continuam a existir na missa aprovada por Paulo VI. No ano passado eu ainda assistia à missa nova e me lembro muito bem deles. Quando eu li pela primeira vez a carta do Cardeal Ottaviani, cada uma das suas críticas caía como uma luva sobre a missa que eu conhecia. Portanto, não havia motivo nenhum para que o cardeal aprovasse a missa nova, mesmo depois das mudanças. As suas críticas permanecem com pleno força em relação à missa nova que está, infelizmente, em vigor. E isso reforça ainda mais a tese de que a carta do Cardeal Ottaviani a dom Lafond seja apenas uma falsificação.
Em outra ocasião apresentarei outros argumentos contra a missa nova, e outros tantos artigos excelentes já publicados por outros sites demonstrando os erros da missa nova e as manobras políticas que foram feitas para que se alcançasse sua aprovação. Por hora, já me basta ter refutado, acredito eu, com argumentos mais do que suficientes o “artiguinho” do Alessandro Lima. Aliás, ele colocou a palavra honestidade entre aspas, ao se referir aos católicos tradicionais. Ora, seu Alessandro, você pode me dizer quem é desonesto? E o seu artigo difamando o bispo Dom Tissier? Não demorou nada para a sua falsificação ser desmascarada. E você ainda ver falar de honestidade?
Sabem de uma coisa? Eu gosto quando os defensores do concílio Vaticano II e da missa nova publicam artigos como esse do Alessandro Lima, porque eles acabam fazendo propaganda contra a própria causa que querem defender.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Quando o argumento só vai até a metade

I.L.C.S.
O Veritatis Splendor é assunto rotireito dessa comunidade e eu, confesso, sou seu leitor de rotina. Fico tentando entender sob quais argumentos os conservadores insistem em defender a ortodoxia do Vaticano II.
A frase de Hans Kung publicada com comentários recentemente na Montfort provocou algumas reações favoráveis ao tradicionalismo, pois se tratava de uma franca confissão do modernismo do Concílio.
Não perdendo tempo, eles assim publicaram este artigo[http://www.veritatis.com.br/article/5300], defendendo-se da afirmação do teólogo modernista.
O raciocínio usa do seguinte artifício: não é porque alguém afirmou que isto se torna verdade. Correto. Se Lutero afirmou a sola gratia pela Escritura, esse problema não estava na Bíblia, mas no péssimo leitor que era Lutero.
No entanto, para provarmos que Lutero estava errado, precisamos mostrar no texto que a sua afirmação não procede.
O artigo publicado fez esta analogia. Não é porque um teólogo disse algo sobre o Concílio que significa que isto seja a verdade. Correto também! Mas agora falta a segunda parte: assim como se provou que Lutero estava errado na sua leitura da Escritura, precisamos agora afirmar que a leitura de Hans Kung também está errada pelo texto do Vaticano II. Caso contrário, o argumento veritatiano não chega a produzir efeito. Afinal, a defesa do autor também pode ser uma mera opinião falsa, assim como a de Hans Kung. O que faz a opinião dele ser melhor que a de Kung? Só o texto demonstra se o juízo é verdadeiro.
Esta é a típica defesa dos conservadores: o problema está nos maus leitores, embebidos de um espírito modernista, e não na letra do Vaticano II. Mas precisamos mostrar que a letra é boa, enquanto que a leitura modernista é falsa. E isto faltou no artigo.
Ora, e se Hans Kung é favorável ao Modernismo, ele também é favorável à letra do Concílio. Afinal, graças à letra ambígua que surge esse espírito modernista. Toda a heresia esotérica precisa de uma casca exotérica para se proteger.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Torpedo do IBP contra o "Veritatis" Splendor

I.L.C.S.
Nos rotineiros ataques da Associação Montfort ao Vaticano II, o "torpedo" era um artigo escrito geralmente com testemunhos de pessoas insuspeitas, que confessavam as reais intenções e os efeitos do Concílio na Igreja.Depois veio o Veritatis e quis imitar, e fez também os seus "torpedos"--que, pelo jeito, vinham de um barquinho frágil de papel--contra o Tradicionalismo--e por Tradicionalismo, entenda-se prof. Orlando e Associação Montfort.
Os torpedos do Veritatis e da Montfort eram baseados em frases reveladoras de pessoas de grande importância quando o assunto é o Vaticano II e a Missa nova.
O Veritatis usou de algumas frases do Cardeal Ratzinger, uma delas, inclusive, analisada pelo Felipe Coelho no veritas "As Concessões de Bento XVI ao tradicionalismo".
Agora vejamos o que diz o pe. Laguérie sobre esses argumentos de autoridade (pois são baseados na autoridade de alguém em dizer algo, devido à sua importância e relevância naquele assunto): “Não há nada de inexorável no caminho de um homem, qualquer que seja seu percurso. Quer ele suba, quer ele desça; quer ele ande em direção à luz, quer ele se afaste dela; quer ele seja fiel, quer ele se furte à graça: nada está escrito, nem de seu lado, nem do lado de Deus. O determinismo, mesmo e principalmente o intelectual, é uma heresia, muitas vezes condenada.
Estando isto esclarecido, e para voltar ao Papa, eu acho profundamente injusto apoiar-se em escritos de um homem que têm cinqüenta anos ou mais, para deduzir daí suas intenções ou suas decisões atuais. Tanto mais que o muito moço Padre Ratzinger tornou-se rapidamente o secretário do Padre Karl Rahner, o mais célebre teólogo e expert do Concílio e do qual se conhece a teologia explosiva sobre a Igreja dos “cristãos anônimos”. Ele escolheu esse posto e esse barco? Essa influência e esse condicionamento? Aquele que pode ter a pretensão de ficar prontamente livre do pensamento de seus mestres só prova uma coisa: que foi um aluno muito medíocre."
É verdade que o pensamento do pe. Ratzinger mudou ao longo de sua carreira. Não adianta, portanto, citar frases retiradas de entrevistas ou livros, mas que possivelmente nem reflitam o que ele pensa hoje sobre o assunto. Antes de olhar quem diz, é preciso ver o que diz. A frase pode ser do Cardeal Ratzinger, mas nem por isso ela se torna mais verdadeira. O que se deve ver na frase é a sua consistência, e não a autoridade de quem diz, pois a autoridade também depende da verdade. Nenhuma autoridade pode formular sentenças a seu próprio gosto, pois estaria falseando a sua obrigação de se manter fiel à verdade.
E completa o pe. Laguérie: "O Papa Bento XVI se bate (quase) sozinho e (quase) contra todos para reintegrar o pensamento e o Magistério da Igreja em uma ótica resolutamente tradicional e, justamente no decorrer dessa tarefa - particularmente difícil e perigosa depois de um concílio cuja característica é a ambigüidade irênica - aparece um agitador, justo nas nossas fileiras, para exumar um pensamento de ontem contra os fatos de hoje. É odioso."
E aqui está o torpedo do pe. Laguérie contra o Veritatis, pois afirma o pe. Laguérie que o Vaticano II foi ambíguo. Igualmente o afirma o pe. Navas, em resposta ao Felipe Aquino.
Os conservadores insistem em dizer que o Concílio deve ser visto do ponto de vista da continuidade, como se as leituras modernistas que se façam dele venham de fora. Como se a má leitura seja por conta só do leitor, e não do texto em si.
Ora, os modernistas podem favorecer uma leitura de ruptura no Vaticano II, mas isso é porque o próprio texto o permite. Afinal, como bem disse o pe., o Vaticano II foi ambíguo. E condenar a leitura do espírito não é condenar o leitor exclusivamente, mas a letra ambígua que gera esta leitura, aliás, uma das leituras, já que, no Vaticano II, cada um lê à sua maneira.
E na seção de "perguntas freqüentes", assim se lê:
Será que os senhores não serão obrigados a concelebrar no novo rito?
Não. Por um lado, nossos estatutos, que receberam a aprovação do Santo Padre, só nos permitem celebrar no rito tradicional. [...]
Ora, se não são obrigados a rezar a Missa nova, também não seriam obrigados a aceitar o Vaticano II. Lex orandi, lex credendi. Se a Missa nova não tem erros ou não ofusca os mistérios da Fé, por que então o IBP não a celebra? Por que evitar de celebrá-la, sendo que isso só daria argumento aos "tradicionalistas"?
Se eles não precisam celebrar a Missa nova, obviamente também não precisariam aceitar o Vaticano II, já que esta Missa é a "lei da oração" da nova "lei da Fé" do Concílio.
E prossegue o IBP: "Qual é então o compromisso dos senhores em relação ao Vaticano II?
É inegável que o Vaticano II propõe à Igreja as questões essenciais da modernidade: a consciência, a liberdade religiosa, a verdade, a razão e a fé, a unidade natural ou sobrenatural do gênero humano, a violência e o diálogo com as culturas, etc. Mas o Concílio data de 1965 e não é mais atualmente um discurso fechado. Nós o reconhecemos pelo que ele é: um concílio ecumênico dependente do magistério autêntico, mas não infalível em todos os pontos e, em razão mesmo de suas novidades, às voltas com certas dificuldades em sua continuidade com o Evangelho e a Tradição. Diante do falso “espírito do Concílio” que ele declaradamente questionou em 22 de dezembro de 2005, diante da Cúria, como uma causa de “ruptura” na Igreja, Bento XVI afirma que ele pretende submeter o Vaticano II a uma releitura para dar dele uma interpretação autêntica, ainda por vir. Nessa perspectiva, nós somos convidados a conduzir de maneira construtiva, em nosso modesto nível, um trabalho crítico. O debate fundamental, que está latente há quarenta anos, poderá se abrir no seio da Igreja, sobre os pontos principais de descontinuidade presentes no Concílio e que perturbam a fé."
O IBP afirma que o Vaticano II trouxe novidades. Aqueles que dizem que ele só fez uma reapresentação da doutrina tradicional da Igreja, que reapresentou a doutrina conforme a linguagem do nosso tempo, não concordariam, portanto, com o que diz o IBP.
E também diz a resposta que o Papa quer fazer uma "releitura" do Vaticano II. Se o Papa quer reler o Concílio, quer relê-lo para corrigi-lo.
Se ele condenou o espírito, agora convoca o IBP para ajudá-lo a corrigir a letra.
Então é falso dizer que há uma "hermenêutica da continuidade". Se ele trouxe novidades, então não é contínuo. Se for preciso relê-lo para corrigi-lo, então ele não foi contínuo.
A conclusão disso tudo é que o argumento de autoridade é sempre mais forte, pois temos inclinação em acreditar no que uma pessoa de renome tem a dizer sobre um assunto de seu domínio. Mas ele não é absoluto. Não é porque o Cardeal disse que significa que é verdade. Então também temos que ver o que foi dito, e não puramente quem o disse.

sábado, 3 de maio de 2008

Uma reflexão!

I.L.C.S.
"Uns dos argumentos daqueles que aceitam o Vaticano II é que há um suposto cisma ou heresia..."; "Quem critica o Vaticano II--como dizem os seguidores do Veritatis Splendor, principalmente--cai em cisma. E quem ensina a criticar o Vaticano II, como o faz o prof. Orlando Fedeli e a FSSPX, estaria ensinando uma atitude cismática."
Mas o pe. Rafael Navas Ortiz assim disse sobre a crítica ao Vaticano II: "Es evidente que dicha misión, con relación al Vaticano II, dada por el Papa al IBP, lejos de costituir una exigencia de aceptación del Concilio, como usted afirma, crea más bien una obligación de critica del mismo; crítica que por lo demás ha comenzado, y cuya pauta ha dado el mismo Benedicto XVI, particularmente expresada en el mensaje de Navidad a la Curia Romana en diciembre pasado.
En ese Discurso, el Papa Benedicto XVI reprobó el llamado "espíritu del Concílio" que da una interpretación nitida y abiertamente modernista del Vaticano II. Ahora, el Papa solicita que se haga una crítica al texto del Vaticano II, y lo solicita al Instituto del Buen Pastor, encargándolo particularmente de esta ardua misión. Si el espíritu del Vaticano II ha sido reprobado por el Papa Benedicto XVI, y si él pide ahora que su letra sea criticada, se puede preguntar ¿qué es lo que resta del Vaticano II?" (http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=carta_felipe_aquino&lang=bra).
Bem, segundo o pe. Navas, em resposta ao Felipe Aquino, criticar o Vaticano II é uma missão dada pelo Papa, e está longe de constituir uma obrigação de aceitá-lo; pelo contrário: é obrigação de criticá-lo para dar a verdadeira interpretação. O IBP pode nao só rejeitar, como também devem criticar o Vaticano II.
Mas seguimos com o raciocínio. Quem critica o Vaticano II para o Veritatis Splendor, principalmente cai em cisma. E quem ensina a criticar o Vaticano II como o faz o prof. Orlando Fedeli e a FSSPX estaria ensinando uma atitude cismática.
Então, na lógica deles...
O raciocínio assim ficaria: Quem critica o Vaticano II cai em cisma;
O Papa deu ao IBP o direito de criticar o Vaticano II;
LOGO, o Papa ensina uma atitude cismática e herética, caindo ele mesmo em heresia...
Mas vamos em frente. Se o Papa cai em heresia, eu estou julgando que ele caiu em heresia. E se o Papa caiu em heresia, ele perdeu o papado, e a Sé está vacante.
Quem julga o Papa cai em cisma (sedevacantismo, nesse caso)
Julguei que quem critica o Vaticano II cai em cisma; coisa que o Papa deu liberdade para fazer, e por isso ele cai em cisma;
LOGO, quem segue esse raciocínio cai no próprio sedevacantismo.
O mesmo sedevacantismo que nos acusam cair. E caem eles também quando nos acusam de cisma por criticar o Vaticano II. Se nós caimos por criticar, o Papa também caiu por autorizar. E se o Papa caiu em cisma, eu estou julgando o Papa, o que é cisma e sedevacantismo.
Deus guia a História. Ele escolheu um padre conciliar para dirigir a volta do clero e dos fiéis à Tradição de sempre: o pe. Ratzinger. Isso é inexperado. Ele não escolheu Lefebvre para ser Papa. Escolheu Ratzinger. Deus usa de fatos surpreendentes para mostrar que quem guia a História é Ele, e não os desígnios dos homens.
Ele escolheu três crianças para ouvir a mensagem de Nossa Senhora. E estas crianças nem sabiam o que era a Rússia. Achavam que era uma mulher fofoqueira que falava mal dos outros...e a mensagem de Fátima está em toda a parte, conhecida por todos, com milagres públicos.
"Quem julga o Papa cai em cisma (sedevacantismo, nesse caso),"; "Se nós caímos"; "Ele escolheu um padre conciliar para dirigir a volta do clero e dos fiéis à Tradição de sempre: o pe. Ratzinger. Isso é inesperado"

segunda-feira, 24 de março de 2008

Desmistificação de um ataque

por:Estevão


Sobre um post publicado no seu blog "Falsitatis": encontrei na net as verdadeiras palavras de Dom Tissier. A citação foi falsificada! Espero que Alessandro Lima não seja o autor da falsificação, mas apenas a tenha copiado de alguém pouco confiável, tenha "esquecido" de citar a fonte e não tenha se preocupado em conhecer a verdade antes de se atirar ao teclado para proferir sentenças (e isso tudo já é bastante desonestidade intelectual, convenhamos!). Mas se foi ele mesmo quem falsificou a citação, então...
Lembremos primeiro o que Alessandro Lima afirmou que Dom Tissier havia dito:
Vamos agora ao que foi verdadeiramente dito:
SH: When you say “has professed,” do you mean he still does?
HL: No, but he has never retracted his errors.
SH: But My Lord, if he has not retracted them, does he not still retain them? Of what are you speaking? Can you be more specific? I must admit I am no theologian and I have not read any of his works. Was this when he was a cardinal?
HL: It was when he was a priest. When he was a theologian, he professed heresies, he published a book full of heresies.
SH: My Lord, I need you to be more specific, so we can examine the matter.
HL: Yes, sure. He has a book called Introduction to Christianity, it was in 1968. It is a book full of heresies. Especially the negation of the dogma of the Redemption.


SH: In what sense, My Lord?

HL: He says that Christ did not satisfy for our sins, did not – atone – He, Jesus Christ, on the Cross, did not make satisfaction for our sins. This book denies Christ’s atonement of sins.

SH: Ah, I’m not sure I understand…

HL: He denies the necessity of satisfaction.

SH: This sounds like Luther.

HL: No, it goes much further than Luther. Luther admits the sacrifice…the satisfaction of Christ. It is worse than Luther, much worse.

SH: My Lord, I must return to the beginning of this line of questioning: are you saying he is a heretic?

HL: No. But he has never retracted these statements.


Não é suficientemente claro? Pior, muito pior do que a heresia de Lutero, é a heresia que o jovem Ratzinger escreveu em um dos seus livros! A citação feita for Alessandro Lima simplesmente foi falsificada! Sumiu o "it" e surgiu um "Bento XVI"!

continuação................

Voltei para explicar mais detalhadamente o que disse acima. Ainda que as palavras de Dom Tissier sejam muito claras, alguém não as distinguiu bem e gerou confusão; por isso vou me esforçar para deixar aquela frase bem mastigadinha, para que ninguém que venha a ler meu comentário anterior sofra com a digestão.

Na frase "Isso soa a Lutero" há uma metonímia bastante clara: o autor pela sua obra. O próprio "soar" ("sound" tem a mesma origem no latim) é uma metáfora já cediça: soar é emitir ruído, mas adquiriu o sentido de "parecer-se com". São figuras de linguagem que se aprendem no colégio. "Isso soa a Lutero" nada mais é do que "Isso se parece com a obra, o pensamento, ou a doutrina de Lutero". Observando o contexto da entrevista, poderíamos reescrever a frase desta maneira: "Isso se parece com os erros de Lutero". Não é à pessoa de Lutero que o entrevistador se referiu, mas a algum "luteranismo". Também não pode uma pessoa parecer-se com a doutrina de Lutero! A doutrina do jovem teólogo Ratzinger é que se parece, para o entrevistador, com a do pregador de Wittenberg. E é o erro daquele Ratzinger que o entrevistado diz ser pior que o de Lutero.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Para as velhíssimas acusações, respostas mais velhíssimas ainda:

I.L.C.S.

“Não estamos diante de uma heresia. Não se pode dizer em termos corretos, exatos, precisos, que haja um cisma. Há uma atitude cismática no consagrar Bispos sem o mandato pontifício. Eles estão na Igreja, falta apenas uma plena, uma mais perfeita comunhão – como foi dito no encontro com Dom Fellay –, uma mais plena comunhão, porque a comunhão existe.”(Cardeal CASTRILLÓN, Entrevista de 13 de Novembro de 2005 à TV Canal 5, sublinhado nosso).

E em nosso site, comentando essa justíssima declaração, tiraram-se as conseqüências:

“Para o Cardeal Hoyos, então, – e as palavras desse Cardeal muito provavelmente exprimem o que foi decidido entre o Papa Bento XVI com Dom Fellay – dizer que o Vaticano II tem erros não é heresia. Criticar a Missa nova como protestantizante não é heresia. Isto é o que ficará claro com o possível decreto de acordo dos lefevristas com Bento XVI.”(Prof. Orlando FEDELI, Sabedoria Romana, sublinhado nosso).

Ora, ninguém duvida que rejeitar Trento ou o Vaticano I seja pôr-se fora da Igreja, como herege. Logo, fica confirmado, ainda outra vez, que o Vaticano II não obriga da forma que obrigam aqueles concílios. Não tem a mesma autoridade. E, visto que negá-lo não acarreta nem heresia nem cisma, tal negação tampouco implica na negação da autoridade do Papa. Assim, é perfeitamente possível a um Católico decidir-se contra o Vaticano II. Roma locuta, causa finita.


Trecho de um excelente artigo da Montfort: As conceções de Bento XVI à rejeição do Concíliohttp://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=papa&artigo=concessoes_bentoxvi&lang=bra

E resistir a uma autoridade, quando se sabe que está faltando com a Fé, é legítimo. Leiam Obediência ou cumplicidadehttp://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=papa&artigo=obediencia_cumplicidade&lang=bra.